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Observar para criar

Descartamos, sem experimentar, o que não nos parece bom o suficiente. Investimos todo nosso tempo e energia no que seria a solução ideal. Fazemos isto porque acreditamos que somos bons em prever os resultados. Porém, somos bons mesmo em dar soluções através da observação. Por isso vale a pena experimentar mesmo que, intuitivamente, lhe pareça que não funcionará tão bem. Muitas soluções intuitivas vêm de ideias contra-intuitivas. É preciso aceitar a imperfeição na busca da perfeição pois a evolução é uma condição necessária a ela.

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Know yourself

If you don’t know yourself you cannot see when you’re right or when you’re wrong. Sure you have one perspective but you can’t analyze that. You don’t know where it comes from. You’re just a slave from a chemical process that carries out the emotion throughout all your body. Invading your chest. Filling out your heart. Hijacking your brain. You feel the world is odd to you, but it’s just you that is upside down. But you can’t see it. You just can’t see it.

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E o fim do “Animemorfismo”, quando virá?

Estas animações do iOS 7 nas telas das ligações estão ficando muito boas. Parecem mesmo melhorar a experiência. 

Será que chegará o dia em que o mercado dirá não as animações alegando que são desnecessárias também? Seria o fim do “Animemorfismo”? Tal movimento Animation-free seria o equivalente ao Flat Design? Por quê não?

Penso que se por um lado o argumento do Flat Design sobre o aprendizado dos usuários é plausível, por outro, parece-me o tipo de teoria que vem só depois do fato. Uma maneira de explicar algo que deu certo por motivos inexplicáveis. O ato de racionalizar. Apenas uma teoria igual a todas as teorias onde probabilidade da verdade está mais na coerência dos argumentos do que nos fatos. 

São teorias que, paradoxalmente, vêm depois da prática. Isto só porque as pessoas precisam de uma explicação. O líder não precisa, mas os seguidores sim. E não importa se é verdade desde que atinja seu objetivo. Outros exemplos de teorias deste tipo são Web 2.0, Folksonomia  e, inclusive, este post.

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Conversa de Icebergs

Temo quando vejo todo mundo concordando numa reunião de trabalho. Quando paro e observo tenho a nítida impressão que o entendimento é apenas superficial. As pessoas fazem isso porque tendem a evitar o confronto. O protocolo social inibe a racionalidade. Então acenam positivamente com a cabeça. Vivem dizendo “isso mesmo” quando não estão pensando nada daquilo. Mostram sorrisos superficiais enquanto escondem pensamentos profundos. É uma conversa de Icebergs: só se conhece o topo e deduz que se sabe tudo. 

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Sempre que você ver as pessoas concordando observe de fora conscientemente. Esteja atento. Faça um esforço. Então você aprenderá a ouvir o “concordo” mas enxergar o “não concordo”. Como disse Peter Drucker: “O mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito.”

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Trecho do livro: Zen e a arte da manutenção de motocicletas

Quanto mais geral for um fato, mais valor terá. Aqueles que acontecem com maior freqüência são melhores do que os que raramente acontecem. Por exemplo, os biólogos jamais conseguiriam construir uma ciência se só existissem indivíduos, e não espécies, e se a hereditariedade não fizesse com que os filhos se parecessem com os pais.

Quais são os fatos que têm mais probabilidade de tornarem a acontecer? Os fatos simples. Como reconhecê-los? Escolha-se aqueles que pareçam simples. Das duas, uma: ou a simplicidade deles é genuína, ou os elementos complexos não são distinguíveis. No primeiro caso, certamente encontraremos esse fato simples outra vez, isolado ou funcionando como elemento de um fato complexo. O segundo caso também tem grande possibilidade de se repetir, porque a natureza não dá origem a esses casos assim à toa.

Onde está o fato simples? Os cientistas o procuraram nos dois extremos, no infinitamente grande e no infinitamente pequeno. Por exemplo, os biólogos instintivamente foram levados a considerar a célula mais interessante do que o animal inteiro; e, desde a época 267 

de Poincaré, a molécula protéica é mais interessante do que a célula. Os resultados comprovam a eficácia de tal procedimento, uma vez que as células e moléculas de organismos diferentes provaram ser mais semelhantes entre si do que os próprios organismos.

Como, pois, escolher o fato interessante, aquele que está incessantemente acontecendo? O método consiste precisamente nessa escolha dos fatos; portanto, o primeiro passo deve ser a criação de um método. E muitos já foram idealizados, porque nenhum é absoluto. É mais prudente começar com fatos corriqueiros, mas após o estabelecimento de uma regra comprovada, os fatos que se adequarem a ela ficarão sem sentido, porque já não transmitirão nenhum conhecimento novo. Aí a exceção é que se torna importante. Nós não buscamos as semelhanças, mas sim as diferenças mais acentuadas, por serem as mais gritantes, e também as mais instrutivas.

Primeiro, buscamos os casos em que esta regra tem mais probabilidade de falhar. Distanciando-nos bastante no espaço e no tempo, poderemos descobrir que nossas regras normais foram completamente subvertidas. E essas grandes reviravoltas nos permitem enxergar as pequenas mudanças que podem ocorrer mais perto de nós. Aquilo a que deveríamos visar, porém, não é tanto a determinação de semelhanças e diferenças, mas sim a detecção de semelhanças ocultas sob aparentes divergências. A primeira vista, as regras individuais parecem ser discordantes, mas se as examinarmos com atenção, constataremos que em geral elas se parecem; são diferentes na substância, mas semelhantes na forma, na ordenação de suas partes. Ao encará-las sob esse prisma, teremos a surpresa de vê-las aumentarem e abrangerem o todo. E é nisto que consiste o valor de certos fatos que vêm completar a montagem de uma estrutura e mostrar que ela é a imagem fiel de outras estruturas conhecidas.

Não, concluiu Poincaré, o cientista não escolhe ao acaso os fatos a observar. Procura condensar bastante experiência e bastante reflexão num volume fino, e é por isso que qualquer livrinho de física contém tantas experiências passadas e mil vezes mais experiências possíveis, com resultados previstos.

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Qualidade visual e qualidade de interação

A qualidade final é um feedback continuo entre sujeito e objeto. Num primeiro instante o feedback é visual: você (sujeito) sente algo e julga quando observa algo (objeto). Num segundo instante o feedback é baseado na interação: você sente algo e julga quando mexe em algo. Portanto, se o sujeito (você) está diante de algo (objeto) que mais observa do que interage a estética visual terá o maior peso na qualidade final. Mas se você está diante de algo que mais interage do que observa as interações terão o maior peso na qualidade final. 

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Great artists steal

Acho que eu também veria com maus olhos a cópia que a Apple fez da concorrência, mas como sou fanboy defenderei a cópia usando algumas analogias 

Imagine que sua missão é construir um carro e para isso você pega o motor de um, a direção de outro, a transmissão de outro, etc. Você tera o melhor carro do mundo por isso? Claro que não! Porque mais importante do que as partes isoladas é como elas funcionam juntas! 

Então a Apple usou referências dos concorrentes. O mérito, se houver, estará na maneira como estas coisas TODAS se encaixam! O mérito estará no contexto em que elas foram aplicadas. A mágica é dinâmica. A mágica acontece nas intercessões. A mágica é viva.

Se algo é semelhante é porque não é igual e pequenas nuances podem ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Tais como todos os outros Smartphones antes do iPhone. Todos os MP3 Players antes do iPod. Todos os Tablets exceto o iPad. A Apple não inventou nada disso! 

O segredo da cópia é olhar a receita, misturar diferente e aplicar seus próprios ingredientes. Você pode ter inventado o prato, mas alguém mais talentoso irá copiá-lo e deixar mais saboroso! E é assim que as coisas evoluem.

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O Design precisa evoluir

O Design novo iOS é como uma criança que acaba de nascer: uns acham lindo, outros ficam tentando descobrir com quem se parece (Android, Windows Phone) e outros acham que tem cara de joelho (todo amassado). Eu faço parte do ultimo grupo. Em outras palavras, na minha opinião, este Design vai ter que evoluir muito ainda! E não poderia ser diferente!

O número 6 do iOS significa algo importante: foram seis anos de evolução! Se você comparar algo que foi aprimorado durante seis anos com algo que acabou de nascer o primeiro sempre levará vantagem. Não importa quais são os princípios de Design! Não importa se a moda agora é Design Flat! O que realmente importa no Design é como ele vai evoluir dados os princípios adotados. Segundo o Jonathan Ive alguns destes princípios deste novo Design embrionário iOS 7 são:

"Camadas funcionais distintas ajudam a estabelecer ordem e hierarquia. E o uso da translucidez dá o senso de contexto. Estes planos combinados com novas abordagens de animação e movimento criam um senso de profundidade e vitalidade.”

Abaixo uma imagem do iOS 1 vs. o iOS 6. A evolução é evidente.

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Durante 6 anos o iOS evoluiu sobre diferentes princípios de Design para ficar com o acabamento polido que conhecemos hoje. Agora resta saber quanto tempo sobre estes novos princípios chegaremos a mesma perfeição. Até que as pessoas comecem a reclamar que estão cansadas da mesma coisa: evoluída mas paradoxalmente ultrapassada (segundo elas mesmas)!

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Designed by Apple

Como eu já disse, não acho o Android bonito! Falo isso como quem gosta de Design! Pois me refiro inclusive à tela do Sistema Operacional. Refiro-me inclusive aos ícones. É cada qual de um jeito. Uns redondos, uns quadrados e outros triangulares! É a tal liberdade que os Androids tanto pregam. 

No iOS até os ícones têm um padrão. A vantagem é um Design harmônico. Embora os ícones dos apps sejam de diferentes softwares eles ainda sim parecem fazer parte da mesma coisa: o iOS! 

Desconfio, inclusive, que o fato das bordas dos ícones serem arredondadas tem a ver com o Design do Hardware do iPhone que também tem bordas arredondadas. Então você tem o Design do Software de acordo com o Design do Hardware. 

Como diz Jonathan Ive, Designer chefe da Apple, cada detalhe é importante. São coisas que no micro quase ninguém repara e dá valor, mas no macro o resultado é aquela sensação: isto é Apple Vs. isto não é Apple! É a mágica do Design!

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Bons Designers e excelentes Designers

Bons Designers explicam suas soluções. Excelentes Designers explicam suas escolhas. Eles apontam não apenas o que é bom, mas, principalmente, o que é ruim em suas sugestões. Eles conduzem a jornada pelo descobrimento da verdade através dos seus pressupostos conscientes e não pela da força bruta da retórica de seus argumentos. Eles propõem soluções através lógica abdutiva e não das falácias indutivas tais como o ad verecundiam (se me permitem ser um pouco prolixo). 

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